13 de abril de 2016

Pautas Quentes | A cobertura criminosa da imprensa sobre Flávio Bolsonaro

Sim, este texto está aqui para defender Flávio Bolsonaro de algo que considero no mínimo uma injustiça. Não, ainda não gosto dele, nem de seu irmão e muito menos de seu pai. Segue.

Ontem, dia 12 de abril, o Deputado Estadual Flávio Bolsonaro (PSC - RJ) trocou tiros com criminosos que tentavam roubar o carro ao lado. Ele e seu segurança conseguiram conter o crime e saíram ilesos, sem ferir nenhum inocente. O saldo dessa ação não poderia ser mais positivo: o assalto foi frustrado, um dos criminosos aparentemente saiu ferido, nenhum inocente se machucou. No local, o carro de Flávio jazia com cinco ou seis marcas de tiro no para-brisa dianteiro e várias testemunhas - inclusive a família que foi salva do assalto - para provar o que realmente aconteceu.

Como você noticiaria isso, se fosse jornalista?

Eu, por exemplo, após a averiguar o que ocorreu, faria uma manchete bem simples, algo como "Flávio Bolsonaro frustra tentativa de assalto no RJ." Entretanto, não é assim que nossos jornalistas pensam. Para eles, parece mais lógico manchetes como esta:


Ou essa:

Ou então essa, a pior de todas:


Apesar de eu ter diversas razões para criticar os Bolsonaros, existe no mínimo a necessidade de me manifestar quanto a este caso, pois ele representa a parcialidade da imprensa brasileira de uma forma escancarada. Muitos podem alegar que nas matérias feitas há todo o relato do que aconteceu, só que isso não significa nada. Na guerra de narrativas ideológicas, uma manchete vale literalmente bem mais do que mil palavras. É sabido que a maioria das pessoas, por falta de tempo e por confiar demais em jornalistas, acaba por compartilhar qualquer coisa que vê. Ademais, há também os desonestos, sedentos por manchetes como esta para poderem fazer suas propagandas.

Esse tipo de propaganda - porque jornalismo não é - pode servir para diversas finalidades. No caso em específico, serve tanto para atingir um possível candidato à prefeitura do Rio de Janeiro como também para reforçar o mito do desarmamento, aquele que "salvou milhões de vidas" aumentando a criminalidade violenta desde que está em vigor. 
Em minha humilde opinião, jornalistas assim são extremamente nocivos, pois não representam a profissão em sua melhor forma, apenas servem a interesses políticos e partidários.