15 de abril de 2016

Os chiliques do Cardozo na defesa do crime.

O Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo, tem sido voraz na defesa dos crimes do governo. Já que a esquerda se aproveitou de uma atuação mais enfática de Janaina Paschoal para desqualificá-la em sua profissão, que tal analisarmos os chiliques de Cardozo hoje, no Congresso?

No vídeo abaixo, que tem longa duração, Cardozo apresenta novamente a defesa da presidente Dilma, que provavelmente sofrerá o impeachment nos próximos dias. Há diversos pontos do vídeo em que se pode ver o advogado gritando, gesticulando e falando aos berros, como se estivesse em um comício, especialmente de 7:46 até 8:19, dos 10:00 aos 10:25, 11:30 até 11:45, 14:00 até 14:15 e 14:35 até 15:09. Vejam:


Outra coisa interessante que notei é que, aos 9:36, Pedro Uczai, que está ao lado de Cardozo levantando a plaquinha que diz "Impeachment sem crime é golpe", vira a placa mostrando o lado vermelho, mas em menos de dois segundos a vira novamente mostrando o lado verde a amarelo outra vez. Esquisito, não é? Será que o governo agora quer fingir patriotismo?

Cardozo está, na realidade, fazendo seu jogo. No momento pelo qual passa o PT, é imprescindível que seus defensores falem com inflamação, com convicção. É necessário que emulem indignação, eles sabem que estão defendendo criminosos. A fala em tom agressivo e o discurso inflamado fazem parte do teatro, pois o governo tem muito a perder e já está ciente de que a queda é quase inevitável. Se puderem pelo menos adiar, evitando que caia agora, lhes sobra mais tempo para que articulem uma saída estratégica ou mesmo uma fuga.

O advogado Cardozo, quando o impeachment vier a acontecer, também sabe que perderá muito. Ele precisa desse partido no poder tanto quanto um carrapato precisa do cachorro. Além disso, não se enganem. Cardozo já foi namorado de Manuela D'Ávila, então sua proximidade com a esquerda é realmente maior do que pode parecer - mesmo porque ele é do PT, de fato. Ele tem um lado e é parcial, está defendendo o seu pão. Cabe a nós, que fazemos oposição a este governo, agirmos com cada vez menos misericórdia com nossos inimigos. Sejamos, assim como ele foi, enfáticos em nossas posições. Enfim, podemos ser mais Janaina Paschoal e menos Fernando Henrique Cardoso, um oposicionista frouxo e covarde.


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