23 de abril de 2016

O Argumento da Saliva: Nova técnica da esquerda radical brasileira

Desde o último domingo, quando Jean Wyllys cuspiu em Jair Bolsonaro em rede nacional, no meio do Congresso, após o deputado ter homenageado o torturador da Ditadura, Coronel Brilhante Ustra, a esquerda brasileira pareceu ter acordado um pouco diferente. É como se, de repente, todos eles tivessem começado a salivar mais.

José de Abreu e seu amigo "gente boa", "honesto" e "respeitável."

O cão do mato saliva mais quando sente o cheiro de sangue, e parece que a moda pegou. Eis que José de Abreu, o ator petista que é mais petista do que ator, ou que talvez seja um excelente ator em seu papel de petista, também cuspiu não em uma, mas em duas pessoas, num restaurante em São Paulo. A razão do cuspe? Uma discussão acalorada e agressiva por motivos políticos, é claro.

O ator, que em seu Twitter admitiu e ainda se sentiu orgulhoso do feito, reiterou sua posição diversas vezes e continuou a ofender os cidadãos outrora humilhados. As vítimas da saliva petista desta vez, diferente do último domingo, não foram deputados adversários - o que ainda assim é imperdoável -, mas pessoas comuns, gente como qualquer um de nós que tem lá suas convicções políticas e partidárias. É certo que eles erraram, sim, ao causar toda a situação desagradável. O homem que ofendeu José de Abreu poderia ter escolhido forma e local mais apropriados, é claro. Só que isso não justifica o ato. Um ator renomado e envolvido até o pescoço com o Partido dos Trabalhadores que não trabalham deveria ter um pingo de compostura... ou não. Ele é do PT, afinal.

Essa atitude de cuspir na cara das pessoas por elas te ofenderem mostra uma evolução gradual da tática. Antes, a extrema-esquerda se contentava em repetir os xingamentos a exaustão, chamando todo mundo de fascista e golpista. Agora a coisa chegou a um ponto no qual falar e xingar não está mais surtindo o efeito desejado, então eles partem publicamente para a ação física.

O cuspe é só um prelúdio. Depois virão os tapas no rosto, os beliscões, as porradas e, por fim, talvez até mesmo os tiros. Nunca antes na história deste país os "democratas" foram tão intolerantes. A saliva é a forma pela qual destilam seu ódio, que não é um ódio a um ser, mas a toda uma população, a uma classe que eles determinam como inferior em direitos e inumana.

A propósito, em seu perfil do Twitter Zé de Abreu deixou claro que trata quem discorda dele não como ser humano, mas como escória, como sub-humanos. A desumanização do oponente é o primeiro passo para a barbárie. O que virá de agora em diante certamente não será melhor do que isso, podem ter certeza.

Curioso é o ator chamar de agressão os xingamentos que recebeu, mas achar normal cuspir na cara de alguém. Isso é sintomático, uma demonstração de canalhice em nível bastante avançado.