29 de abril de 2016

Janaína Paschoal: a mulher empoderada que a esquerda odeia.

Imagine uma mulher independente, com fibra e coragem de se expor mesmo sendo docente da USP, um antro de militantes de extrema-esquerda. Agora, imagine que esta mesma mulher é co-autora do processo de impeachment da Presidente da República, sendo uma das pessoas responsáveis por fundamentá-lo. Esta é Janaína Paschoal, doutora em direito penal e uma das figuras mais importantes da atual política brasileira. É mais uma mulher que entrará para os livros de história por ter a disposição de fazer aquilo que poucos em seu lugar fariam: bater de frente com um leviatã chamado PT. No entanto, no que depender de mim também constará nos livros que a mencionarem que ela foi vítima de ataques sexistas, e que estes ataques vieram justamente de gente que diz ser contra o sexismo.

Como já foi dito em outro artigo por aqui, Janaína tem sido aquela opositora feroz que o PT nunca teve. Muito mais enfezada e dedicada do que qualquer frouxo do PSDB, mais inteligente e articulada do que um certo Messias da direita, idolatrado por ser turrão e burro, até mesmo mais certeira do que Ronaldo Caiado e outros opositores da velha guarda, a doutora Janaína se mostrou não apenas bem intencionada, mas também capacitada. Ela sabe o que dizer e como dizer, e faz isso por seus próprios princípios.

Muitos não conheciam Janaína até poucos meses atrás, mas se voltarmos um pouquinho no tempo, veremos que ela já vem há anos tomando partido e tendo consciência do que acontece ao redor de si mesma. Um exemplo disso foi, em 2013, na ocasião daquelas manifestações de junho (que se estenderam pelo ano todo), quando a doutora enviou um e-mail aos seus alunos da USP expondo sua visão sobre a situação e mostrando-se preocupada com o andar da carruagem. Ela, uma até então "mera professora", conseguiu analisar o que acontecia de forma muito mais acertada do que vários analistas políticos de plantão na Globo News. Uma pena que seus alunos em geral não a tenham compreendido ou levado a sério.

Hoje, Janaína é o tipo de mulher que a esquerda definitivamente odeia. Por ser independente de verdade, ela se diferencia muito de figuras como Gleisi Hoffmann, Jandira Feghali, Cynara Menezes ou Luciana Genro, que existem para servir aos interesses de um partido comandado majoritariamente por homens, o PT. Estas mulheres, diferentes da doutora Janaína, não possuem direito a opinião própria, pois só estão ali para cumprir um papel que foi designado a elas por boçais criminosos como o ex-presidente Lula. Este mesmo ex-presidente, aliás, controla até mesmo a atual presidente, que nos últimos meses tem servido apenas para servi-lo. Enquanto Dilma apanha, Lula regozija com a riqueza e influência adquiridas, chegando ao ponto de usar o mandato dela para proteger a si mesmo.

Além disso, há questões éticas envolvidas. Janaína Paschoal é, até agora, uma pessoa de moral ilibada. Não há nada que pese contra ela. No entanto, não podemos dizer o mesmo sobre Gleise Hoffmann, que recebeu propina de Alberto Youssef em Curitiba. Jandira Feghali, por sua vez, tem pelo menos sete processos trabalhistas movidos por ex-funcionários de seu falido restaurante árabe, o que é no mínimo irônico para alguém com histórico de atuação "pela causa proletária." Outra que também tentou desmoralizar a doutora Janaína foi Vanessa Grazziotin, do PC do B. Algo importante a ser lembrado sobre a senadora, portanto, é que em 2012 ela forjou um ataque contra si mesma na porta de uma emissora de TV, só para fugir de um debate com Arthur Virgílio, seu concorrente para a prefeitura de Manaus. A senadora chegou ao ridículo de usar uma fotomontagem mal feita para fingir que tinha recebido um ataque com ovos podres, supostamente feito por militantes do PSDB.

O fato é que gente assim simplesmente não tem valores, não tem nem mesmo o mínimo de ética para poder bater de frente com alguém como Janaína, e é por esta razão que abandonaram o debate faz tempo, partindo então para as agressões falaciosas e as tentativas de desqualificação de Janaína por ela ser mulher, não por seus argumentos. Os ataques que Janaína vem sofrendo são sexistas, são ataques feitos para desqualificá-la como uma "mulher desequilibrada."

Quando Lula fica aos berros no microfone, quando Vagner Freitas (da CUT) grita em alto e bom som que vai pegar em armas para defender o PT, ou quando Marcelo Freixo berra no microfone da ALERJ, a esquerda não diz que eles são desequilibrados ou loucos. Em vez disso, ela diz que eles "falam com o coração." É no mínimo suspeito criticar a doutora Janaína por ela fazer o mesmo em relação a sua defesa do processo de Impeachment, e alguém decente entenderia que defender o processo é mais do que simplesmente fundamentá-lo juridicamente - algo que ela e os outros autores fizeram magistralmente -, trata-se também de uma questão política. Janaína entende que nem todos os deputados e senadores são capacitados para compreender linguagem jurídica, por isso ela também foge um pouco dos tecnicismos e tenta expor o processo de modo inteligível a todos. Essa é sua qualidade não apenas como doutora em direito penal, mas como professora.

A verdade é que Cardozo, o principal defensor de Dilma, já cansou de dar seus chiliques no Congresso e até agora não vimos qualquer feminista ou integrante de partidos de esquerda criticá-lo por isso. Para Janaína, no entanto, destilam litros de veneno e apelam aos mais baixos ataques sexistas, tentando desqualificá-la por ser mulher. No fundo, se pensarmos bem, isso nem surpreende muito. Afinal de contas nós estamos tratando do partido cujo principal símbolo é comprovadamente homofóbico e machista, o ex-presidente Lula, que faz piadinha com estupro e chama feministas (suas servas) de mulheres do grelo duro, sem que por isso tenha sofrido qualquer tipo de ataque destas mesmas mulheres que se dizem empoderadas.

Empoderada de verdade é Janaína Paschoal. Aceitem que dói menos!