25 de abril de 2016

Guia para a proteção contra lhamas.

Agora que a moda é cuspir em opositores, vale a pena expor aqui alguns meios para que nós, da oposição, da única oposição legítima ao governo, possamos nos proteger da saliva das lhamas petistas. Como sugestão eu poderia dizer para usarmos máscaras e capacetes táticos da polícia, mas isso é proibido aos não policiais. Sendo assim, vamos ao que a lei "permite."

Bem, falando sério mesmo, esse lance de cuspir nas pessoas é uma ferramenta política. A finalidade por trás disso é tanto causar constrangimento quanto um chamado para a guerra. Como já disse durante todo o fim de semana, o que a esquerda quer com esta tática é desmoralizar a oposição - algo que ficou bem mais fácil graças ao discurso ridículo de Jair Bolsonaro na votação do impeachment de Dilma - e também quer ver o circo pegar fogo. Se alguém que levar a cuspida na cara agir com a emoção e espancar o seu algoz, eles vão tentar capitalizar em cima disso. Então, para saber como reagir adequadamente, seguem alguns conselhos, que podem ser aplicados dependendo do contexto.

1 - Cuspir de volta pode ser uma alternativa. Claro que isso vai depender de como a situação se deu. Se você é um anônimo qualquer, um cidadão comum, e se quem te cuspiu também for um anônimo qualquer da militância petista, tentar envergonhá-lo de volta pode funcionar. O certo, talvez, seja empurrá-lo e cuspir novamente, e esperar que ele revide com violência física. Se ele ter bater primeiro, então a sua reação será agredi-lo, e caso isso aconteça ele estará errado por ter sido quem bateu primeiro. Em um contexto assim é possível até que você o processe ou pelo menos registre um boletim de ocorrência. E, importante lembrar, você deve registrar o B.O. primeiro, antes de seu opositor.

2 - Suponhamos que você não seja do tipo que gosta de brigar. Particularmente, aconselho que você evite mesmo a agressão física, porque ela pode ser perigosa e nociva tanto ao outro quanto a você mesmo. Neste caso, existe a possibilidade de uma ação judicial por dano moral. Há, no entanto, um porém. No caso do casal que estava no restaurante e levou a cuspida do Zé de Abreu, processar o ator não seria tão viável, pois eles o atacaram - verbalmente, é fato - antes de levarem a cuspida. Se as agressões verbais puderem ser interpretadas como calúnia ou difamação, é possível que o processo se volte contra eles mesmos. No entanto, se você não tiver muito a perder, faça mesmo assim. Expor uma pessoa que já é famosa a esse tipo de constrangimento tem lá suas vantagens, até porque ele terá que pagar advogados para se defender de qualquer maneira. E no caso do ator tem também o agravante de que ele postou em seu Twitter humilhando o casal ainda mais, o que de certo modo deixa a entender que ele não se arrependeu do fato. Resta saber se o casal vai fazer alguma coisa ou deixar por isso mesmo. Minha visão é que não pode deixar barato.

3 - Presumindo que o cuspe ocorra em situação semelhante a de Jair Bolsonaro, que foi cuspido por Jean Wyllys em pleno Congresso Nacional, a atitude mais correta é apelar para a comissão de ética de imediato e também partir para um processo contra a pessoa. A cassação do mandato do parlamentar é que deve ser o objetivo. Portanto, se algum político cuspir em alguém, a vítima deve imediatamente procurar medidas cabíveis e tentar cassar seu mandato o quanto antes.

4 - De maneira geral, há diversas situações em que uma pessoa pode receber uma cuspida - e agora vai virar comum, podem aguardar. O que resta é estudar a situação e ver quem está na vantagem. Se você sofrer uma cuspida sem ter feito absolutamente nada e houver testemunhas por perto, não hesite em chamá-las para depor, registrar o caso na polícia, pegar todas as informações possíveis da pessoa e, se necessário, expor o agressor ao constrangimento. 

O fato é que as cuspidas não podem passar impune, não reagir diante delas é se deixar ser humilhado por gente que é pior do que você. Outro ponto importantíssimo disso tudo é entender a guerra de narrativas. Vejam, por exemplo, que a extrema-esquerda não se posicionou contra as cuspidas em momento algum. Aliás, nem mesmo a esquerda "moderada" postou qualquer coisa contra isso. Pelo contrário, eles validaram os cuspes como reação "aos fascistas." Nós, se tivermos a chance de contemplar alguém da direita reagindo aos cuspes, precisamos fazer o mesmo.

O que quero dizer, basicamente, é que se algum outro José de Abreu vier a cuspir em pessoas novamente e se estas pessoas reagirem, mesmo que de forma desproporcional, nós temos o dever de validar a reação como aquilo que ela é: uma reação a uma ofensa grave, a um ataque imoral e baixo. Se aquele casal tivesse reagido, se o esposo tivesse até mesmo agredido José de Abreu após o cuspe na cara de sua esposa, eu o teria defendido o parabenizado pela reação, mesmo que a considere desproporcional.

Este é o ponto. Nós precisamos disso!


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