6 de abril de 2016

Feministas odeiam as mulheres

Sim. É isso mesmo. O movimento feminista odeia as mulheres e não é uma afirmação difícil de provar.

Toda essa discussão sobre empoderamento feminino, libertação da mulher, mais direitos e menos deveres, por muitas vezes e por muita gente, é vista como uma infantilidade ou como algo legítimo. Antes fosse! Longe de ser o resultado de pura infantilidade, essas pautas estão aí para atender interesses bastante específicos, dentre eles o desejo de poder total e irrestrito que a esquerda geralmente carrega em si. Mais longe ainda de serem pautas legítimas, elas também servem para outro propósito: o uso político, o assassinato de reputações, o ataque seletivo da conveniência ideológica.

O exemplo talvez mais recente deste uso conveniente das pautas é o caso do ex-presidente Lula, que foi pego no grampo do Ministério Público em uma ligação com Dilma Rousseff. Na chamada, Lula faz uma piadinha insinuando estupro (da qual a presidente dá risadas). O alvo da piadinha foi Clara Ant, diretora do Instituto Lula que vem sendo investigada pela Polícia Federal. Curiosamente, embora não seja surpresa para mim, não houve manifestação de nenhuma deputada de esquerda contra ele, bem como nenhum dos partidos que se arroga defensor do feminismo chegou a fazer qualquer crítica, tampouco os movimentos "independentes" e "apartidários" do PSOL, aqueles que juram não fazerem parte do partido. Muito pelo contrário, até mesmo a vítima da piada, Clara Ant, emitiu uma nota justificando o comentário, defendendo Lula e chegando ao ridículo de dizer que o ex-presidente é comprometido com a causa das mulheres.

Lula também teceu, em outras gravações interceptadas, comentários que seriam considerados machistas se feitos por qualquer pessoa de direita, ou mesmo por liberais e libertários. Um deles, no qual o ex-presidente diz ao ex-ministro Paulo Vannuchi "onde estão as mulheres de grelo duro do nosso partido?", faz uma clara referência a mulheres que, segundo ele, não praticam sexo, mulheres frígidas. O termo "grelo" se refere ao clitóris da mulher, para quem não sabe. Na mesma gravação, Lula também insinua claramente o interesse em usar politicamente as feministas, sugerindo até mesmo que se invente acusações infundadas contra um adversário político, para que ele seja acusado de machismo e outras coisas do tipo.

O silêncio que levou dias para ser quebrado pelas feministas deu um claro recado: elas precisaram se contorcer muito até achar uma saída que não prejudicasse o ex-presidente, sendo esta sua única preocupação. Após o contorcionismo, elas encontraram essa saída, quando apelaram para artifícios retóricos fúteis e semântica. As ativistas Lola Aronovich, Daniela Lima e Maíra Liguori, todas muito respeitadas entre as feministas, usaram tudo o que tinham em mãos para defender Lula e amenizar os comentários feitos por ele e outros membros do partido.

Todos nós sabemos que, por muito menos, homens já foram acusados, perseguidos e achincalhados por estas mesmas pessoas. A Lola, talvez a mais famosa entre as três, já atacou até mesmo o apresentador Danilo Gentili, e o fez por razões completamente banais. O professor Paulo Ghiraldelli Junior, de esquerda, em ataque praticado contra a jornalista Rachel Sheherazade, disse com todas as letras que ela deveria ser estuprada. Nenhum pio sobre o assunto na blogosfera esquerdista. No entanto, quando Jair Bolsonaro (a quem eu não apoio em hipótese alguma, que fique claro) falou que Maria do Rosário não merecia ser estuprada por ser feia, houve rebuliço, as feministas entraram em polvorosa. Neste último caso rolaram até processos na justiça.

Curioso, não é? Contudo, isso ainda não é suficiente para provar que feministas odeiam as mulheres. Talvez a maior evidência disso seja algo mais... profundo.

Misoginia é o ódio ou aversão às mulheres, mais ou menos uma espécie de fobia ou simples desprezo pelo sexo feminino. Obviamente isso existe e com certeza não foram as feministas que inventaram, mas elas se apropriaram desse sentimento quando passaram a querer subverter, por meio da imposição moral e da histeria coletivista, modificações comportamentais e até mesmo biológicas sobre aquilo que vem a ser uma mulher. Não são raros os relatos de ex-feministas que se diziam obrigadas a serem lésbicas ou bissexuais, apenas para "desconstruir padrões."

É certo que muitas questões de comportamento e personalidade são sociais, e é verdade que somos influenciados pelo nosso meio, mas dizer que atração sexual por homens é construção social já é uma falácia de declive escorregadio, algo que nega princípios básicos da biologia. As feministas já sabem há bastante tempo que isso é mentira, mas há um propósito político por trás dessa pauta: o desmonte de certas bases culturais para criar instabilidade social. A partir do momento em que uma sociedade estiver dominada por esse monte de anti-conceitos, não haverá mais discussão racional e nenhum debate será saudável, haverá apenas o pensamento único e aqueles que destoam do pensamento único.

Em verdade, isso já vem acontecendo há algum tempo, qualquer estudante de ciências humanas em universidades federais pode constatar essa realidade. O que antes era um ambiente de racionalidade e um senso mínimo de lógica, hoje é praticamente dominado por facções ideológicas que dizem se opor, mas que em geral reproduzem as mesmas falas, as mesmas vozes e se utilizam das mesmas técnicas. Quem discorda, só por discordar já "reaça" ou "alienado", pois não há mais a possibilidade do diálogo. Essa bandeira da ideologia de gênero - e sim, é uma ideologia - serve exatamente a esta finalidade, que é a desconstrução de padrões e valores com o propósito único de desestabilizar a razão.

Quanto a esta última parte, se você duvida do que digo, sugiro que procure o que pensadores da próprias esquerda dizem a respeito disso. Recomendo, apenas, que compre bastante sal de frutas antes, pois não quero vômito no tapete novo.