7 de março de 2016

Pautas Quentes | Unicamp e o "almoço grátis"

Primeiro, veja este vídeo:


O vídeo é auto-explicativo, mas reforço: Trata-se de um protesto organizado por algum desses milhares de movimentos sociais de esquerda, e o objetivo alegado é reclamar da parceria entre Unicamp e Santander - afinal, bancos privados são os maiores inimigos da esquerda, exceto quando financiam suas campanhas eleitorais. O vídeo em si foca no total desrespeito à liberdade de escolha de um aluno que, diferente do grupo, não estava interessado em pular catracas e desejava pagar seu almoço normalmente.

Entretanto, há uma verdade oculta neste caso, que é o fato de ser mais uma manifestação de grupos de esquerda ligados ao... PSOL. Lembram do outro texto que fiz, sobre a "polêmica" dos shortinhos no Colégio Anchieta, em Porto Alegre? Aqui é praticamente a mesma coisa, com outra temática e pautas diferentes sendo reivindicadas, mas o resultado desejado é precisamente o mesmo, que não é mais nem menos do que aumentar a influência do PSOL na política brasileira.

Algumas pessoas podem achar que é paranoia minha, mas eu mostro esta foto aqui, e aí a suspeita de que eu esteja exagerando termina na mesma hora:


A garota que aparece no vídeo impedindo o rapaz de pagar o almoço é exatamente a mesma desta foto aí, ao lado de ninguém menos que Luciana Genro. Notem que o adesivo colado na camisa de ambas é o mesmo, também.

Muitas pessoas subestimam a força de partidos como o PSOL, e fazem isso com uma visão unilateral da política, pois veem apenas a votação baixa que a titia Lulu fez nas urnas, ou veem o fato de terem apenas cinco deputados federais eleitos. Entretanto, isso é totalmente condizente com as táticas trotskistas, vertente da esquerda com a qual o partido se identifica. Trotsky, diferentemente de Karl Marx, propôs um estilo diferente de revolução, que seria alcançado através da subversão dos mais diversos ambientes sociais por meio de piquetes e baderna. A tática black bloc, com a qual o PSOL tem afinidade e conexões íntimas, é derivada disso, pois ela não envolve um protesto com pautas não muito claras e nem propõe soluções, trata-se apenas de gerar caos controlado - controlado por eles - e direcionado a inimigos não muito específicos. Na realidade é quase como uma forma de terrorismo mal disfarçado.

E observe-se também que o PSOL, apesar de ter poucas cadeiras no Congresso, hoje é o partido com chances reais de eleger dois prefeitos em duas grandes capitais do país - Rio de Janeiro e Porto Alegre. E no caso de Porto Alegre, se não for o PSOL a vencer ainda tem o PC do B, que também é adepto de táticas semelhantes. E mesmo com essa quantidade ínfima de políticos eleitos, o partido parece fazer mais barulho do que a maioria dos partidos grandes.

Esse tipo de manifestação em ano eleitoral tem como finalidade fortalecer, entre os adolescentes e até mesmo entre adultos com mentalidade juvenil, a influência de um partido que tem intenções extremamente radicais, mas finge-se de "esquerda moderada" para enganar tolos e mal informados. Não resta a menor dúvida de que o PSOL está apenas repetindo aquilo que fez em 2013 e 2014, quando financiou o terrorismo black bloc, que foi diretamente responsável pela morte do cinegrafista Santiago Andrade.