28 de março de 2016

Pautas Quentes | A narrativa anti-Moro e a farsa desmentida.

A clássica estratégia daqueles que são pegos com a boca na botija, mas que nem mesmo assim têm um pingo de decência, é atacar quem os desmascarou. Não por acaso tem sido esta a estratégia da esquerda brasileira em defesa de Lula, Dilma, do PT e contra o Impeachment.

Desde que Lula foi levado a depor coercitivamente e principalmente após a divulgação dos grampos telefônicos, a narrativa anti-Moro tem apelado aos mais baixos níveis, de provocações baratas até mesmo a incitação à violência. A ideia por trás disso é desgastar a imagem do Juiz, criando pressão política sobre ele para ver se ele recua ou, em última hipótese, se conseguem pará-lo, por bem ou por mal.

A alegação de ilegalidade nas ações de Sérgio Moro é uma narrativa persistente, mas carece de fontes fidedignas ou mesmo de qualquer embasamento técnico. Nem é preciso ser um especialista na área para desmontar essa afirmação, basta ser um bom pesquisador. Para isso, fiz um post na página Libertroll, no Facebook, onde expus alguns fatos. E não foram poucos os especialistas, até mesmo de esquerda, que negaram qualquer ilegalidade nas ações da Operação Lava-Jato. Até ministros indicados pelo próprio Lula, como Eros Grau, negaram que a publicação dos grampos seja ilegal. Ives Gandra Martins, outro grande jurista, disse o mesmo.

Esta, contudo, não é a principal fonte de ódio direcionada ao Juiz. No dia 18 de março, diante de milhares de petistas e atores contratados para fingirem apoiar o governo, o líder da CUT, Vagner Freitas, ao lado de Lula, disse "Nós vamos nos livrar do Moro" (veja o vídeo aqui), o que pode ser interpretado de várias maneiras. No entanto, se analisarmos uma das ligações interceptadas de Lula, na qual ele diz que conhece quem possa "dar um jeito" em Sérgio Moro, já podemos presumir uma ameaça clara à vida do Juiz.

Outra narrativa repetida, ainda persistindo no argumento de que o Juiz cometeu crime, é a que solicita sua prisão. Como bem pontuou Luciano Ayan, não se trata de um pedido real de prisão. Se fosse, o partido já teria entrado com o pedido na justiça há tempos. Eles sabem que Moro não será preso e nem é isso o que esperam conseguir. A tentativa é apenas desgastá-lo para poder, com isso, freá-lo ou fazê-lo recuar. Fazem uma aposta mais alta na esperança de levar os blinds da mesa através do puro blefe.

A verdade é que o PT não tem mais cartas, e quando Dilma nomeou Lula, o Juiz foi mais esperto e divulgou no mesmo dia as ligações que incriminam também a presidente. Se antes existia a desculpa de que Dilma não tinha qualquer envolvimento, agora ela não serve mais. Com a divulgação dos grampos (uma divulgação prevista em lei) ficou claro que Dilma está envolvida até o pescoço. No momento, a única coisa que podem fazer é blefar, por isso repetem o discurso de que "se Dilma cair vai ter isso" ou "se o Impeachment acontecer vai ter aquilo", sempre com tom ameaçador, tentando amedrontar quem pede pela saída do partido do poder.

Repito: É blefe. Nós temos uma quadra de ases, eles só tem um 2 e um 9 de naipes diferentes.