11 de março de 2016

O PT cairá. E depois?

O Partido dos Trabalhadores está cercado de inimigos, até mesmo entre aqueles que já foram seus amigos. E entre os que ainda estão no barco - são poucos - o desespero já bate a porta.

Sim, meus amigos, a corja irá cair, cedo ou tarde. Pode até ser que Lula não seja preso. Pode ser que Dilma não sofra o impeachment. Ainda assim, os dias do PT estão contados. A situação chegou em um ponto do qual não há mais nenhum retorno possível. Podem adiar a morte do partido, podem mantê-lo moribundo por mais algum tempo com a ajuda de aparelhos, mas o fim é inevitável.

O que vivemos é um momento histórico, de fato. Talvez até possamos chamar isso de "revolução", no fim das contas. A mobilização contra o PT vem numa espiral crescente há anos e creio ter atingido seu auge em 2016. E naturalmente, quando este partido cair, vou comemorar, desejando que leve o máximo de canalhas consigo. Só que isso tudo ainda deixa uma questão a ser levantada: O que virá depois?

Quem me acompanha neste blog deve ter notado que quase não me dedico a falar do PT por aqui, não como foco. A razão disso é que eu não preciso falar, pois há muitas pessoas falando o que eu penso sobre o partido por aí. Meu trabalho aqui sempre foi outro, e com este texto quero incentivá-lo a refletir sobre tudo o que poderá ser feito após a queda da cleptocracia e do totalitarismo petista.

Minha maior preocupação, a princípio, é quem será colocado no lugar de Dilma quando tudo isso acabar. Como disse, pode ser que ela nem seja deposta do cargo, talvez ela termine seu mandato normalmente e tenhamos que eleger alguém lá em 2018. E quem será? Sugiro que não caiamos no mesmo erro de outras revoluções, em que o velho regime caiu e foi substituído por outra coisa tão ruim quanto - ou pior. Sei que é difícil ser pior que o PT, mas não é impossível. 

Não tenho respostas prontas aqui. Se você me perguntar o que fazer lá na frente, eu realmente não sei responder. O que aconselho, então, é que nós todos, liberais e libertários, desde agora comecemos a nos preocupar com o avanço de nossas ideias e com a construção de uma base sólida. E não basta fazer isso apenas fora da política: temos que fazer pelo lado de dentro também.

Este ano teremos as eleições municipais, e nelas devemos pelo menos chamar atenção. Você provavelmente conhece outros liberais e simpatizantes, não é? Junte-se a eles. Forme uma chapa, concorra a algum cargo, filie-se a algum partido que seja condizente com seus planos. Mesmo que seja para não eleger ninguém, ao menos use o espaço que puder para ganhar terreno.

Embora não pareça, sou um libertário extremamente radical. Sou, aliás, um anarquista dos mais puristas. Se existisse um botão mágico que eu pudesse apertar para que todo político e agente da Receita Federal deixasse de existir, instantaneamente, já o teria apertado. A questão é que nós precisamos infiltrar nos mecanismos mais profundos da máquina a maior quantidade possível de libertários e liberais, sobretudo os mais radicais. Os totalitários estão no poder e não é pelo fato de serem moderados, pois eles não são. PT é um partido de extrema-esquerda e com intenções ditatoriais já comprovadas, mas ele soube jogar o jogo e conseguiu o poder sem usar uma arma de fogo.

O que desejo, para o bem das ideias liberais, é que os próprios liberais passem a ser mais maliciosos. E digo o mesmo aos libertários. Se vamos destruir o Estado e reduzi-lo a pó algum dia, é difícil afirmar. O que eu não quero é ter que aguentar mais quatro, oito ou doze anos de algum político também totalitário no poder tendo toda a máquina à sua disposição. E se não pudermos evitar que o próximo presidente seja ruim, evitemos que ele tenha o poder de estragar nossas vidas como os outros tiveram.

Entremos no Estado para enxugar a máquina. Quanto menos poder o governo tiver, menos poder ele terá.