22 de março de 2016

DOSSIÊ | Luciana Genro

Diferente do dossiê sobre Bolsonaro, este aqui seguirá em ordem cronológica, sugestão que me foi dada por uma leitora. Também diferente daquele, neste aqui deixo claro: onde está escrito (Fonte), se você clicar, abre o link para a fonte. Assim você não precisa me perguntar onde estão as fontes, pois elas estão todas anexadas ao texto.

 - Nascida em Santa Maria, Rio Grande do Sul, filha do político petista Tarso Genro, iniciou ainda jovem na militância estudantil através de uma corrente interna do PT, a Convergência Socialista, uma organização política de orientação trotskista, que por acaso é a precursora do próprio Partido dos Trabalhadores. (Fonte)

- Em 1994, Luciana Genro se elegeu deputada estadual e fez sua carreira como a maioria dos políticos de esquerda, se pautando em bandeiras sindicais, lutas por mais direitos e coisas do tipo. (Não é necessário fonte para isso)

- Em 2002 alçou carreira como deputada federal, ainda pelo PT. Logo depois veio a ser expulsa do partido por José Dirceu, por ser "radical demais", segundo ele próprio. No ano de 2003, junto com Heloisa Helena e outros ex-petistas, deu início a fundação do PSOL, Partido Socialismo e Liberdade, que só veio a ser consolidada em 2003. (Não é necessário fonte para isso)

- Em 2005, em pleno escândalo do Mensalão, o seu partido (PSOL) entrou com recurso contra Renan Calheiros e Sarney por... corrupção, ignorando completamente os membros do PT envolvidos no caso. (Fonte)

- Uma das maiores contradições de Luciana Genro (além do próprio Socialismo e Liberdade) é o fato de a mesma defender, em seu próprio site, o fim do financiamento privado de campanha ao mesmo tempo em que aceita doações da Gerdau e da Zaffari. Este fato foi amplamente divulgado, mas a esquerda se limitou a ignorá-lo, mesmo com a confissão da própria Luciana e uma tentativa não tão convincente de se justificar. (Fonte 1) - (Fonte 2) - (Fonte 3) - (Fonte 4) - (Fonte 5)

- Outra grande controvérsia de Luciana Genro é seu apoio ao ditador homofóbico Nicolas Maduro, da Venezuela. Em seu site ela escreveu em apoio total e irrestrito a ele, e há um vídeo bastante conhecido em que a psolista aparece, na Venezuela, fazendo campanha política para Maduro. No artigo publicado em maio de 2013, Luciana defende a Revolução Bolivariana, e critica o PT por ser, conforme ela, moderado demais. As provas de que Nicolas Maduro é homofóbico pode ser verificadas em diversos vídeos onde o presidente venezuelano aparece, ora insultando seus adversários políticos com pejorativos, ora incitando a população ao preconceito contra homossexuais. No Brasil, Genro se diz defensora das bandeiras LGBT. (Fonte 1) - (Fonte 2) - (Fonte 3) - (Fonte 4)

- Apesar de insistir na narrativa de que seu partido não é um aliado do PT, Luciana Genro apoiou Dilma no segundo turno em 2014. A mesma disse que ficaria neutra, mas deu instrução para "votar contra Aécio Neves", o que significaria, por concludência, votar em Dilma. (Fonte 1) - (Fonte 2)

- Em 2014, durante a corrida eleitoral, Luciana Genro deu entrevista ao programa The Noite, com Danilo Gentili, onde declarou que o seu socialismo "não é totalitário", e na mesma entrevista também negou que as experiências soviética e cubana sejam exemplos bem sucedidos de socialismo. Ela usou o clichê de que Marx foi deturpado (sim, disse isso, exatamente). Entretanto, em postagens feitas em seu próprio site, anteriores ao episódio, Genro mostra apoio total e irrestrito ao regime cubano - que, aliás, também perseguiu gays, matando-os muitas vezes. Há também fotos dela em Cuba, um delas bem conhecida. (Fonte 1) - (Fonte 2) - (Fonte 3) - (Fonte 4)

- Foram diversas as vezes em que Luciana Genro se posicionou contra o impeachment de Dilma Roussef. A mesma chegou a fazer textos em seu site desviando o foco para atacar Eduardo Cunha e outros políticos de outros partidos, e chamava impeachment de golpe até janeiro deste ano. Todavia, justamente no dia 21 deste mês, Luciana deu entrevista para o Clic RBS onde muda completamente seu discurso. Seria tal mudança motivada por fatos recentes divulgados contra o PT, ou tal mudança tem relação com o fato de que a psolista será candidata à prefeitura de Porto Alegre e quer tirar o corpo fora da linha de fogo? (Fonte 1) - (Fonte 2) - (Fonte 3) - (Fonte 4)

- Embora a "polêmica dos shortinhos" não possa ser diretamente atribuída à Luciana Genro, o caso do Colégio Anchieta, em Porto Alegre, ocorrido ainda este ano, é bem peculiar. Como que por mágica, justamente no ano em que a psolista concorrerá à prefeitura da cidade, surge um movimento de estudantes gerando uma polêmica, exigindo o "direito" de usar shorts curto em uma escola privada. Quem leu a carta do abaixo-assinado enviada pelas garotas pode facilmente observar o viés ideológico, nem de longe a ação foi espontânea. Além disso, como bem mostrou o site Senso Incomum, uma das líderes do movimento faz parte do Juntos!, uma corrente interna do próprio PSOL que atuou fortemente na campanha de Genro em 2014. (Fonte 1) - (Fonte 2)

Conclusão: Não é surpresa para quem conhece o modo operante da esquerda que Luciana tenha esses feitos em seu histórico. Se fôssemos fazer um dossiê sobre seu partido como um todo, a podridão e as contradições seriam ainda maiores. Além disso, criar arruaça e pequenos conflitos faz parte das táticas trostskistas, que Genro e o PSOL seguem abertamente. Este ano ela é a pessoa mais cotada para a prefeitura de Porto Alegre, concorrendo diretamente com Manuela D'Ávila, do PCdoB. Pessoalmente, julgo que a maior evidência de mau-caratismo é a defesa que Luciana faz das pautas socialistas e o seu apoio ao regime venezuelano, que além ser a causa de uma crise econômica e política devastadora é também controlado por um ditador homofóbico, alguém que, muito pior do que Bolsonaro, nem mesmo tem vergonha de dizer que não gosta de gays. Esquisito para alguém que se diz defensora das bandeiras LGBT.