18 de setembro de 2015

Controle de armas não tem nada a ver com armas. Tem a ver com controle.

As lutas por desarmamento civil são compostas de dois tipos de pessoas. O primeiro tipo compõe a liderança, são aquelas pessoas que sabem o que estão fazendo. O segundo tipo compõe a militância, são aquelas pessoas que não fazem ideia do que estão fazendo, apenas reproduzem o discurso pronto. 




Estamos cansados de saber que os argumentos em prol da causa desarmamentista são fajutos. Em sua maioria, mentiras puras. Em outros casos são sofismas, verdades usadas para contar mentiras. Não raramente os desarmamentistas usam até estatísticas falsas, inventadas por eles mesmos, para defender essa ideia maluca de que o desarmamento civil traz segurança. E fazem isso tudo a despeito das inúmeras evidências que apontam o contrário, ignorando todas as pesquisas e estatísticas que demonstram claramente o fracasso objetivo do controle de armas.

Com isso você deve se perguntar: O que leva tanta gente a defender essa ideia, se ela é realmente tão falida assim? A resposta é simples e elementar. Trata-se de ter o controle, não as armas.

Quem é favorável ao desarmamento não é contra as armas. Pelo contrário, eles adoram armas. A questão é que querem ter o monopólio delas. Os militantes da causa obviamente acreditam no discurso, pois são em sua maioria completos ignorantes dispostos a morrer por mentiras, mas os líderes desses movimentos são pessoas inteligentes e mal intencionadas, cujo único objetivo é alcançar o monopólio das armas para um só grupo: o Estado. Esta é a finalidade. É por isso que eles lutam.

Como diria Benjamim Franklin, "quando todas as armas forem de propriedade do governo, então ele passará a dizer de quem são as outras propriedades." É a mais pura verdade. Um governo que não confia em seu povo armado simplesmente não é confiável. Do que, afinal, eles têm medo? De que estão se protegendo? Dizer que o desarmamento protege o cidadão já não serve mais. Todos sabem que é mentira, até mesmo os militantes que ainda não deram o braço a torcer.

No Brasil, vemos os debates com Bene Barbosa e algum desarmamentista qualquer. Em todos os casos, Bene simplesmente os esmaga com argumentos sólidos e dados, enquanto eles ficam ali, expostos, gaguejando e defendendo um ponto sem a menor solidez. Assistindo a esses debates, criei a seguinte teoria:

- A esquerda sabe que não pode vencer argumentativamente essa luta.
- Ciente disso, e ciente de que Bene Barbosa é uma referência nesse assunto, eles sabem que é inútil sacrificar algum peixe grande.

- Assim, escolhem o mais medíocre de todos os militantes razoavelmente apresentáveis que tiverem a disposição para que ele apanhe ao vivo.
- Esse militante, como é só um peão, logo é esquecido. Todos vão lembrar que Bene venceu o debate, mas ninguém vai lembrar contra quem ele debateu.

- No outro debate a esquerda escolhe outro paspalho da mesma linha e repete o processo, evitando assim manchar a imagem dos defensores mais influentes dessa bandeira.

Essa teoria é bastante óbvia, pois estrategicamente, é evidente que não se pode vencer esse debate em prol do desarmamento. É uma causa perdida. O que importa é bater na tecla e vencer pelo cansaço, sendo esta a única alternativa. E sendo essa esquerda maioria no poder, por enquanto eles estão ainda em grande vantagem. Não há porque se preocupar com o debate racional de ideias enquanto podem apenas defender seus pontos através de suas legislaturas.

É interessante, a partir de hoje, usar sempre essa linha de raciocínio e encurralar os desarmamentistas dentro daquilo que eles são: autoritários. O que querem, de fato, é controlar as pessoas através das armas, não proibi-las.