24 de julho de 2015

Discurso de Ódio - Monopólio da Virtude (parte 2)

A falácia do "discurso de ódio" é uma das ferramentas mais básicas para alcançar o monopólio da virtude. E a esquerda utiliza esta ferramenta diariamente. 

Trata-se de um conceito abstrato e totalmente relativo a opinião de quem aponta os dedos e acusa os demais. Pode ser desde um pequeno xingamento a uma ameaça real de morte. Pode ser uma piada de mau gosto ou uma sátira teatral ridicularizando alguém. E por aí vai. É um conceito tão elástico que mal podemos saber do que se trata. E a evidência de que ele é uma mera ferramenta para alcançar o monopólio da virtude pode ser vista na própria realidade cotidiana de quem lida com política.

Quem aí não lembra daqueles tweets feitos contra Joaquim Barbosa, quando ele condenou os réus do Mensalão? As mesmas pessoas que outrora acusariam de racista um comediante por fazer um personagem negro na TV, passaram a adotar a silenciosa postura dos coniventes, ignorando xingamentos mais graves e até muito agressivos a um homem por causa da cor de sua pele. Quando os xingamentos foram direcionados a uma pessoa da oposição, alguém que se posicionou contra o PT, já não fazia mais nenhuma diferença o fato de ser um "negro oprimido" ou mesmo um ser humano - pois julgo que não se ofende assim pessoas de qualquer cor de pele. Nenhum blogs ou jornal de esquerda fez textos ou artigos criticando estas posturas. Nada. Somente o silêncio sepulcral imperou do lado de lá.



E no dia em que o ídolo da esquerda, o excelentíssimo senhor Jean Wyllys, usou de forma pejorativa chamar um internauta de "negro gordo"? Mais uma vez, a esquerda se calou. Nenhum DCE fez intervenção. Nenhum movimento negro escreveu notas de repúdio. O PSOL não publicou qualquer tipo de retratação e, pior que isso: o deputado ainda escreveu outro tweet depois reforçando sua posição. Absolutamente nenhum intelectual ou blogueiro de esquerda comentou o fato. Mas sabemos perfeitamente o que teria acontecido se fosse alguém de outra vertente, de outros partidos, etc. Iam acusar de discurso de ódio, é claro. Talvez até rolasse processo por racismo. Quem duvida?



Se bem que, ao analisarmos o histórico da esquerda, logo descobrimos que esta atitude é comum. Não é por acaso que hoje mesmo os socialistas digam defender causas LGBT, direitos raciais, feminismo e outras pautas sociais, enquanto ao mesmo tempo apoiam as ditaduras cubana e norte-coreana, onde não existe liberdade alguma para homossexuais ou mulher. Eles também defendem feminismo ao mesmo tempo em que apoiam países com governos muçulmanos radicais, cuja cultura inclui apedrejamento público de mulheres que desobedecem seus maridos. A mesma esquerda ainda usa, até hoje, camisetas com o rosto de Che Guevara, o tratando como um herói, ignorando que ele foi diretamente responsável por matar homossexuais durante a revolução cubana além de ter sido assumidamente racista.

Monopólio da virtude é justamente isso: usar de pesos e medidas diferentes para defender ou atacar aquilo que lhe convém. À esquerda, convém defender o socialismo custe o que custar, mesmo que isso resulte em mortes de pessoas que ela finge defender. Afinal, para estas pessoas os fins justificam os meios. Sempre! E aos liberais cabe apenas denunciar estas posturas o quanto for possível.