20 de abril de 2015

Liberal-libertário: Quando pressionado, reaja!

Frequentemente somos questionados, sempre por aqueles que defendem formas de governo centralizado, sobre questões sociais importantes que, segundo eles, seriam negligenciadas em uma sociedade liberal ou libertária. Nossa atitude quase sempre é a de justificar isso ou aquilo, tentando fazê-los entender que nós não negligenciamos a pobreza, a miséria, a mortalidade infantil ou as doenças infecciosas; costumamos também explicar detalhadamente como poderia se resolver problemas desta ordem em uma sociedade como idealizamos.

Tudo isso é quase sempre inútil. Entenda-se o seguinte: Boa parte das vezes em que somos questionados por quem defende partidos, formas de Estado forte ou governo interventor, nosso interlocutor não se trata de um inocente que não entende do que fala. Em quase todas as vezes é apenas uma pessoa desonesta tentando desestabilizar nosso raciocínio. A ideia é que respondamos rispidamente ou deixemos escapar alguma ideia que, no entender deles, é desumana e cruel. Se fizermos isso eles ganham o dia, esta é a verdade.

O que fazer, então?

Reagir. Inverter o jogo. Mudar o foco e reverter nossa posição de alvo para a de atirador!


Quando ficamos na defensiva, inevitavelmente perdemos. E não importa o quão boa seja nossa argumentação. Ela será destruída por respostas fúteis e acusações descabidas. Por mais que possamos argumentar bem e refutar tudo, o interlocutor desonesto irá desvirtuar o que foi dito e tentará fazer-nos parecer um bando de psicopatas ou bobalhões. Mas, nada nos impede de mudar isto. Está em nossas mãos.

Quando estiver numa discussão e for questionado sobre aqueles pontos comuns, como "Numa sociedade liberal, quem cuidará das crianças de rua?", em vez de dar uma longa explicação cheia de lógica e ciência, apenas devolva a pergunta. Diga: "Quem está cuidando das crianças de rua agora?"; "Por que o deputado ganha 34 mil reais por mês enquanto crianças passam fome?"; "Por que não estão usando meus impostos para salvar pessoas da miséria?"

O mesmo vale para outros casos. Se perguntarem como crianças pobres teriam acesso aos estudos numa sociedade liberal, pergunte se as crianças pobres têm acesso a um estudo de qualidade agora. Pergunte se em periferias as escolas são seguras para as crianças. Pergunte o que o governo tem feito com os trilhões de reais arrecadados por ano. E se falar em distribuição de renda, lembre de que atualmente pagamos quase dois trilhões anuais em impostos e que o governo, se não engolisse toda essa verba, poderia deixar este dinheiro nas mãos das pessoas, e assim elas seriam menos pobres. Lembre de que, em média, o governo tirou R$ 9.735,65 de cada brasileiro no ano passado. Diga que com este dinheiro seria possível tirar todas as crianças do país da miséria, e que seria possível um cidadão pobre ter conseguido comprar seu carro usado à vista, e que a mãe solteira poderia ter botado seu filho numa escola particular.

Mas não pare por aí. Pressione um pouco mais. Lembre de que estes quase dois trilhões de reais tirados de nós no ano passado foram usados contra nós mesmos, para que aprovassem leis de censura, para que o governo o gastasse em publicidade, para que a polícia agredisse estes mesmos garotos de rua que foram mencionados. Pergunte se esta situação é agradável ou se é um quadro social aceitável, e pergunte se é aceitável viver num país assim e o quão felizes são nossas crianças de rua aqui.


Quando te questionarem sobre a injustiça social ou o racismo, pergunte o que os governos do mundo conseguiram fazer até o momento para melhorar este quadro. Pergunte, aliás, qual foi a última ação do governo federal que tenha ajudado a diminuir algum tipo de injustiça. E não esqueça, é claro, de pergunta a esta pessoa o motivo de algumas ONGs desarmamentistas receberem verba da indústria bélica. E se a pessoa lhe falar sobre desarmamento, pergunte a ela sobre as estatísticas do crime. Questione o quanto melhorou a situação do país desde que tal Estatuto foi aprovado. Peça a ela dados estatísticos que mostrem redução da criminalidade após a proibição do porte de arma.

Ela não terá respostas para nada disso. Por mais que tente, estará encurralada.

É simples, não é?